O gansinho que virou guarda do galinheiro... - Em um campo longe da cidade, Vivia uma galinha chamada Izilda... A galinha Izilda era muito só, Tinha sido abandonada pelo seu dono, vivia ciscando e chorando: - Que culpa eu tenho? - Acho que sou igual a todas as galinhas! - A diferença, é que nunca botei um ovo! - Às vezes,acho que não sirvo para nada! E, assim, a galinha Izilda passava os dias, sempre a chorar de saudade das amigas: - A galinha Mafalda deu sorte! - Encontrou um belo galo! - Ah! Que belo galo! - Cantava tão alto! - Será que nunca vou casar! Certo dia a galinha Izilda estava triste e olhando para a estrada, não acreditou no que via, piscou duas vezes os olhos para acreditar no que via, viu um lindo galo que apressado ia trabalhar... A galinha Izilda, ficou toda animada e correu para ver o galo de perto, mas o galo andando muito depressa, já tinha se afastado longe na estrada. A galinha voltou triste e abatida, foi quando olhando para um canto da estrada, viu um ovo abandonado: - Nossa, coitadinho! - Está sozinho e todo sujo! - Como é grande e pesado! - Vou levar para casa e cuidar! - Será que foi o galo que botou! - Sua boba, galo não bota ovo! E, com muito cuidado e carinho, a galinha Izilda arrumou o ovo no ninho, olhou para a folhinha e marcou 21 dias, ficou chocando e esperando o grande dia, depois de 21 dias, o pintinho nasceria, passou um dia, depois outro e mais outro, enfim, passaram-se os 21 dias... A galinha Izilda, acordou toda animada, e acariciando o ovo, disse com carinho: - Pronto meu filhinho, você já pode sair! - Já está na hora de você nascer! - Aproveite que o dia está bem quentinho! - Vamos, meu filhinho! - Estou doida para ver sua carinha! Mas, coitada! A galinha Izilda estava desconsolada! Batia na casca para animar o pintinho a nascer, e não ouvia nada, batia novamente e nada... Foi quando, ouviu um piado bem fraquinho, a galinha Izilda ficou toda animada e disse: - Você está bem? - Vou bater uma vez e você responde? - Viva! Você está vivo! - Acho que perdi a conta dos dias! - Vou esperar mais um pouco. E, assim, passou mais uma semana, todos os dias a galinha Izilda batia na casca e ouvia toda animada o pintinho piar, quando inteirou 28 dias, a casca começou a quebrar, a galinha Izilda ficou toda contente, seu filhinho iria nascer: - Que bom! Que alegria! - O meu filhinho vai nascer! - Será que é branquinho? - Será que é amarelinho? - Será que é pretinho? - Não importa a cor! - Vai ser o meu filhinho. A galinha Izilda já imaginava, quando o filhinho crescer seria cantor, seria mais bonito que o galo apressado que sempre passava na estrada, e sonhando, ouviu um piado mais forte, olhou embaixo das asas e viu o seu tão sonhado filhinho: - Que bonitinho! - É tão fofinho! - Parece um algodãozinho! - E, é da minha cor! - O biquinho parece chato! - Os pézinhos são diferentes! - Tem o pescoço tão comprido! - Deve ser por que é filhotinho! A galinha Izilda estava radiante, enfim tinha o seu filhinho, não importava se era diferente, quando crescer vai ser um lindo galo e cantar bem alto para todos ouvirem, dizia para se convencer do sonho realizado... Nesta parte da estória, tenho certeza de que os nossos amiguinhos, já descobriram que o ovo abandonado, não era de galinha e nem de pata, era de gansa. E descobriram, também, que o filhinho da galinha Izilda, não é um pintinho e nem um patinho,é um gansinho. A galinha Izilda criou o gansinho com muito carinho e levava muito susto quando via o gansinho mergulhar no lago e sair nadando e cantando contente, achava o canto diferente e pensou: - Vou esperar o galo passar na estrada! - Quem sabe ele pode dar umas aulas de canto! - Tenho certeza que o meu filhotinho vai aprender! - Meu filhotinho está crescendo depressa! - Já não cabe mais em embaixo de minhas asas. - Mas, é muito esperto, sabe até nadar. - Já está criando asinhas! - E, como canta alto! Um belo dia, a galinha Izilda, ouviu um canto lindo, ficou toda feliz, pensando que era seu filhotinho a cantar, e correu para ver de perto o seu sonho realizar... Mas, não era o gansinho que cantava, pela estrada vinha vindo todo orgulhoso o galo apressado que ia trabalhar. A galinha Izilda, correu bem depressa e conseguiu falar com o galo: - Bom-dia seu galo apressado! - Como vai? - Será que eu posso falar com o senhor? O galo apressado parou e olhando espantado, respondeu: - Bom-dia dona galinha. - Vou muito bem! - Mas, o que faz aqui tão longe do galinheiro? - Uma galinha tão linda, não deve andar sozinha! A galinha Izilda, ficou corada e disse: - Eu moro aqui no campo. - Fui abandonada pelo meu dono. - E vivia muito sozinha, até nascer meu filhotinho. O galo apressado, ficou meio sem jeito: - Desculpe não sabia que era casada! - Mas, se eu puder ajudar em alguma coisa. A galinha Izilda, ficou mais corada ainda: - Não, quero dizer eu não sou casada. - O meu filhotinho, nasceu de um ovo. O galo apressado, disse apressado: - Ora, minha senhora! - Todos os pintinhos nascem de ovos. A galinha Izilda disse mais apressada: - O meu filhotinho nasceu de um ovo, um ovo que achei abandonado. O galo apressado deixou de ser apressado, e olhando com muito carinho, disse; - Que lindo gesto, a senhora é muito boa. - Se eu puder ajudar, faço questão. A galinha Izilda, se apresentou; - Olhe, meu nome é Izilda. - O seu nome é apressado? O galo apressado riu muito, achando graça, disse que seu nome era Celestino e que vivia apressado desde menino, quer dizer desde que era um pintinho. E conversa vai, conversa vem, ficaram amigos... A galinha Izilda, contou de seu sonho, queria que seu filhotinho fosse um cantor. O galo Celestino prometeu ajudar, e foram juntos procurar o filhotinho, quando chegaram na beira da lagoa, o galo olhou com espanto, o gansinho a nadar, cantar e chamar a galinha Izilda de mãe: - Mas, D. Izilda, é este o seu filhotinho? - Não me parece que é um pintinho! - É sim, um gansinho e bem crescidinho. A galinha Izilda, não sabia o que dizer: - Quer dizer que o meu filhotinho não é pintinho? - Bem que eu estranhei de ele gostar de nadar. - Mas, eu estava tão sozinha! - E ele é tão bonitinho e carinhoso. O galo Celestino olhou para os dois com muito amor: - Ora, Izilda, que diferença faz? - Não importa se é pintinho, patinho, ou gansinho. - Tenho certeza de que será sempre o seu filhotinho. - Desculpe chamar você de Izilda. A galinha Izilda, sorriu para o galo Celestino e muito contente disse: - Vamos nos chamar só pelo nome! - Chega de cerimônia! - Você tem razão, pintinho, patinho, ou gansinho! - Não importa, ele é o meu filhotinho. - Pena, que não será um galo cantor! - Mas, viu como é grande e forte? O galo Celestino, ficou todo comovido: - Realmente, o seu filhotinho é bem grande forte. - Será um grande ganso e você terá muito orgulho. - Não vou poder ensina-lo a cantar. - Mas, posso ajudar você a cuidar dele. - O que você acha da idéia? E assim, meus amiguinhos, o galo Celestino A galinha Izilda, e o nosso amigo gansinho Deram as mãos e juntos seguiram o caminho, Cantando e dançando encontraram o destino Com o passar dos dias, o nosso amigo gansinho Cresceu forte e era por todos, muito respeitado Todos tinham muita admiração e muito carinho Pelo gansinho que provou ser um grande aliado Todos podiam confiar e ficar despreocupados O gansinho cresceu e virou guarda do galinheiro A galinha Izilda estava orgulhosa dos cuidados O filhotinho não cantava, mas era um sinaleiro Sempre atento a tudo e qualquer coisa diferente Ao sinal de perigo, para dar alarme era o primeiro O galo Celestino orgulhoso de ver sempre na frente O filhotinho crescido dando segurança no galinheiro. Pois é, meus amiguinhos, com a estória do gansinho, Conhecemos do carinho, aprendemos uma nova lição Da mamãe que cria os filhinhos nascidos no coração, Aprendendo a respeitar da origem do pequenininho Que por obra do destino, ou de algum anjo, foi colocado em sua mão. Ramoore |