Direitos de Nossos Amiguinhos...(1º capítulo)

                                   

Certo dia o sempre ligeiro amiguinho Beija-flor
Estava coletando néctar perto do Jardim Encantado
Foi quando olhando para o chão viu a formiguinha Guinha
A formiguinha Guinha conversava com uma linda flor:

- Pois é... Dona Escolha Certa, graças a minha escolha...
- Consegui vencer, venci o concurso e agora sou miss.
- Mas nunca vou esquecer de cumprir meus deveres...
- Todos nós temos direitos e deveres a cumprir...

O nosso amiguinho Beija-flor ficou curioso e perguntou:

- Desculpem, mas o que é termos direitos e deveres?
- Dos meus deveres eu sei, e todos os dias tenho de cumprir!
- Quando coleto o néctar das flores,

não esqueço de bater minhas asinhas...
- Bato bem forte para espalhar o pólen das flores...
- Assim tenho certeza de que outras flores irão nascer!
- E amanhã vou continuar a ter o néctar para alimentar minha família.

A flor Dona Escolha Certa, ficou muito feliz e admirada:

- Muito bem, meu amiguinho Beija-flor!
- Você mesmo já deu a resposta a sua pergunta...
- Você é um verdadeiro cidadão do Planeta Terra!
- E ao cumprir seus deveres já está tendo seus direitos garantidos!
- Vou contar uma pequena estórinha que ouvi de duas amigas...
- A flor da Verdade e a flor da Realidade...
- Elas sempre estão juntas em diversas formas...
- Depende da verdade e da realidade de cada um...
- Uma não existe sem a outra...
- Você sabia que a sua realidade muitas vezes não é a sua verdade?
- Parece meio complicado, mais não é!
- Vou dar uma pequena explicação...
- Melhor ainda, a nossa estórinha é que vai contar

da verdade e da realidade...


Há muito tempo passado, todos os habitantes do Planeta Terra
Viviam felizes, cada um em seu direito e dever cumprido...
Todos falavam a mesma língua e respeitavam tudo e todos,
Os animais, as plantinhas e todos os bichinhos viviam em paz,
Cumprindo seus deveres e tendo seus direitos respeitados...
Foi quando o homem, que sempre queria ter mais direitos
Resolveu que tudo que existia na Terra era seu de direito,
E tomando posse em seu nome e em nome de sua sobrevivência
Esqueceu do mais importante, que é o respeito pela natureza!
Os animais, as plantinhas e os outros bichinhos ficaram assustados...
E foram conversar com o homem, mas o homem não compreendia,
Tinha esquecido da linguagem do coração e não ligou...
Aproveitou da boa fé dos nossos amiguinhos e a todos aprisionou,
Prendeu os pássaros em gaiolas, o leão colocou em uma jaula
O macaquinho foi obrigado a trabalhar no Circo,

o cavalo puxar carroça.
Até as plantinhas ele colocou em pequenos vasos para a casa enfeitar
O velho pinheiro foi cortado para fazer cerca e aprisionar a todos...
As formiguinhas, os besourinhos e todos os pequenos bichinhos,
Foram ameaçados e proibidos

de se aproximarem da família do homem.
E todos sentiram que já não tinham mais seus direitos respeitados,
Não conseguiam mais falar com o homem e viraram prisioneiros,
Não tinham a quem reclamar dos maus tratos e da escravidão...
Todos os animais, plantinhas e bichinhos não sabiam o que fazer,
Foi quando ouviram um som diferente, era um menino assobiando
Parecia um canarinho cantando alegre e batendo as asinhas no ar
O menino assobiava e dançava imitando o vôo dos pássaros...
Todos ficaram espantados com o menino que não parecia gente,
Tinha cara de gente, tinha mãos de gente e sabia assobiar...
Mas de repente o menino parou de assobiar,

e imitou um sapinho a pular!
Depois imitou um gatinho miando, um cachorrinho latindo...
E assim todos os bichinhos o menino imitava

e ria muito da brincadeira...
Os animais, as plantinhas e os bichinhos sentiram nascer à esperança
E conversando, descobriram

que tinham encontrado a quem procuravam...
Quando resolveram que iriam pedir ajuda ao menino,

o menino virou estátua!
Não se mexia, não dançava, não assobiava e nem piscava os olhinhos!
Ficou parado no sol,

fazendo sombra em uma pequena pedra no caminho...
Ninguém sabia o que tinha acontecido, o menino continuava paradinho!
Quando todos achavam que tinham errado na Escolha Certa,
O menino deu um grande suspiro e falou alto:

- Ufa!
- Pronto já não sou mais uma plantinha, voltei a ser um menino...
- Agora, acho que virar um grilo!
- Vou ser um grilo falante!

 


 

clique para o segundo capítulo