Auto da cena, ou cena do Auto?




Do verbo com falas próprias de arauto
Ouço de teus oráculos meios pudicos
Com olhos abertos no sobressalto
Do discurso da moral em público

Como casto conto preso ao que é
Tua prepotência na impotência
De seres do lé com lé, cré com cré
No despotismo da magnificência

Ris da verdade na improbidade
E de forma chula pisas no balde
Do leite em tetas na parcialidade

Divides metades jogadas ao ló
Para reses em de teu arrabalde
Recrias do bordão de não me deixem só!

 

Ramoore

 

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